Tempo de Leitura: 3 minutos

No fim de cursos ou palestras nas empresas acontece-me algo curioso.

As formações são sobre temas como gestão de tempo, comunicação ou liderança e em algum momento menciono que pratico e ensino meditação.

E quase sempre acontece o mesmo.

No final, quando as pessoas já estão a sair, alguém aproxima-se e diz em voz mais baixa:

“Eu também medito.”

Às vezes contam-me há quanto tempo praticam. Outras vezes falam dos benefícios que sentem: mais clareza, menos reatividade, melhor capacidade de lidar com pressão.

Alguns dizem que começaram numa fase difícil da vida ou num período de grande exigência profissional.

O que me chama a atenção não é que pratiquem. É que sintam necessidade de o dizer quase em confidência.

Isto levanta uma pergunta interessante.

Porque é que algo que ajuda tantas pessoas a lidar melhor com foco, pressão e exigência profissional ainda pode gerar algum embaraço em certos contextos?

Talvez tenha a ver com as associações culturais que ainda existem à volta da meditação. Para alguns continua ligada a ideias de espiritualidade, introspeção excessiva ou até fragilidade.

Em certos ambientes profissionais, sobretudo aqueles mais competitivos ou técnicos, falar de práticas contemplativas pode parecer deslocado.

E no entanto há um contraste curioso.

É perfeitamente normal dizer que se acorda cedo para ir ao ginásio.

Mas dizer simplesmente “eu medito” ainda pode provocar um sorriso, um comentário irónico ou um rolar de olhos.

E no entanto, quando se olha para o que realmente se treina na meditação, a conversa muda um pouco.

Treina-se atenção.

Treina-se regulação emocional.

Treina-se a capacidade de responder com mais clareza em situações exigentes.

Competências que qualquer profissional usa todos os dias.

Talvez a questão já não seja se a meditação funciona.

Talvez a questão seja simplesmente esta: quando é que vai deixar de parecer estranho dizer, numa sala cheia de colegas, “Eu medito.”?

Foi também por observar esta necessidade silenciosa que criei o Programa Piloto Presente.

Um percurso onde a prática de mindfulness é treinada de forma estruturada e aplicada à vida real.

E onde também se encontra algo que muitas pessoas descobrem que lhes faltava: contacto com outras pessoas a fazer o mesmo caminho.

Pessoas que talvez já praticassem, mas raramente falavam disso em voz alta no contexto profissional.

Se tiver curiosidade em explorar o método, existe um Nível 0 gratuito que pode experimentar antes de qualquer decisão.

Às vezes tudo começa com um gesto simples.

Como deixar de dizer “talvez um dia”.

E começar.

FERRAMENTAS

AO COMANDO DA OBJETIVO LUA

Ana Relvas, Ph.D & Consultora de Desempenho

Ana Relvas é a propulsora da Objetivo Lua, projeto que cresceu da sua vontade em ajudar outros a concretizarem o seu potencial e foi construído sobre uma carreira de mais de 10 anos como Gestora e Engenheira Aeroespacial.

É esta experiência que, aliada à formação como Coach e Master Practitioner em Programação Neurolinguística, permite entender os desafios profissionais atuais e desenhar programa para cada pessoa, equipa ou empresa.

 

 

 

Soluções   Cursos   Recursos
Quem Somos   Blog   Contactos

 

 

 

Copyright © 2018 Objetivo Lua. Todos os direitos reservados. Powered by Business Config.