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Fala-se tanto hoje em dia em sucesso, objetivos, realizações, desempenho. Quem não se superar não é “gente”. Não sei noutras gerações como era.

Os grandes feitos e capacidade de lidar com as adversidades são divulgados e inspiram. Essas pessoas são celebradas (e bem).

E ao mesmo tempo que tudo isto me inspira, às vezes tenho a sensação de que há algo mais difícil do que estas grandes realizações. Nestes momentos, a consciência de que algo maior precisa da nossa energia move-nos a encontrar recursos e a superamo-nos. Somos super-heróis porque há um vilão a sério para combater.

O mais difícil, para a maior parte das pessoas, é ser super-herói no dia-a-dia, nas coisas pequeninas, que não são inspiradoras, que não fazem notícia mas no fundo fazem a vida. A nossa vida.

Um exemplo muito simples: por vezes algumas pessoas partilham comigo como conseguiram criar tempo e reformular a sua vida para lidar com um problema de saúde grave de algum familiar ou deles mesmos. Aqui há um vilão claro, algo a combater e a vencer: a doença.

E, ao mesmo tempo que este vilão é combatido, tantas outras pessoas sofrem da falta de tempo, da pressão, da incapacidade para responderem às expetativas do mundo. Só que, neste caso, não há um vilão. Há a vida, cheia de pequeninos vilões que parecem não valer a pena combater. Não são grandes o suficiente para nos inspirarem. Na realidade nem os reconhecemos como vilões. Na maior parte das vezes aceitamos que fazem parte da vida e que não justificam vestirmos o fato de super-herói.

Só que na vida o verdadeiro super-herói é aquele que veste o fato todos os dias apesar de tudo, mesmo que seja só para ajudar a velhinha a passar a rua.

O verdadeiro super-herói é aquele que é capaz de manter a consistência das pequenas coisas, dos pequenos gestos, da capacidade de viver os pequenos momentos, de ser capaz de sentir compaixão por si próprio e pelos outros, todos os dias, apesar de tudo.

Não aparece nas notícias. Ninguém dá os parabéns ou agradece…com a exceção talvez de nós próprios no dia em que arrumarmos o fato de super-herói para sempre.

FERRAMENTAS

Porque não temos tempo

Tendencialmente acho muito mais interessantes as perguntas “como” do que “porquê”. “Porque não tenho tempo?” ou “Como posso ter tempo?” sendo que a primeira ajuda a trazer respostas para a segunda mas por...

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AO COMANDO DA OBJETIVO LUA

Ana Relvas, Ph.D & Consultora de Desempenho

Ana Relvas é a propulsora da Objetivo Lua, projeto que cresceu da sua vontade em ajudar outros a concretizarem o seu potencial e foi construído sobre uma carreira de mais de 10 anos como Gestora e Engenheira Aeroespacial.

É esta experiência que, aliada à formação como Coach e Master Practitioner em Programação Neurolinguística, permite entender os desafios profissionais atuais e desenhar programa para cada pessoa, equipa ou empresa.

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