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Aqueles que dançavam pareciam loucos para aqueles que não escutavam a música.

Nietzsche

Hoje em dia fala-se muito em meditação e mindfulness o que gera grandes paixões e também grandes resistências o que é completamente natural com coisas que desconhecemos. Sendo uma prática que faço há muito tempo, partilho alguns dos mitos, alguns que até eu tinha antes de começar.

Mito 1: Meditar é uma coisa meia espiritual e esotérica para gente esquisita

Este mito advém de este tipo de prática poder estar associado a filosofias ou práticas espirituais ou por algumas pessoas que fazem este tipo de prática se apresentarem nesses moldes.

Mas não tem de ser. Repare que na frase anterior usei duas vezes a palavra prática porque é isso mesmo que é. Pode ser encarado como um exercício mental.

É certo que facilita uma maior relação connosco mesmos e com o mundo e pode abrir portas e curiosidade para uma vida espiritual mas não tem de ser assim necessariamente se isso o assusta ou rejeita esse tipo de coisas.

Hoje em dia é uma prática usada em empresas e por pessoas que não aprofundam essa vertente…embora possa. 🙂

Mito 2: Meditar é parar de pensar.

Meditar não é parar de pensar. Meditar consiste em prestar atenção a algo que pode ser tão simples como o ato de respirar.

Se existirem muitos pensamentos que afastam a atenção desse algo, como prática inicial, observamos que os pensamentos ocorrem e voltamos a trazer a atenção para o objeto.

Esta é a primeira revelação da maior parte das pessoas que começa a meditar: os pensamentos ocorrem mesmo quando temos a intenção de prestar atenção a outra coisa. E este é o nosso condicionamento no dia-a-dia. A mente está sempre a gerar pensamentos mas há algo maior que nota esses pensamentos. E são esses pensamentos que são responsáveis pelos vários estados emocionais a que acedemos durante o dia.

Quando meditamos acendemos uma lanterna e vemos melhor os nossos pensamentos. Podemos até começar a conhecer quais são os nossos condicionamentos: pensamos muito no passado? estamos a pensar no futuro e no que há para fazer?

Meditar não nos leva a parar de pensar mas sim a termos consciência de que os pensamentos ocorrem e o impacto que eles têm em nós. Com o treino, esta capacidade transfere-se para o dia-a-dia permitindo-nos ter uma maior consciência do que está a acontecer. Dá-nos escolha entre uma resposta condicionada e impulsiva e algo diferente que nos sirva mais.

Mito 3: Meditar é muito parado para mim.

Meditar ensina-nos a estarmos satisfeitos na companhia de uma pessoa muito importante: nós mesmos e isso, para algumas pessoas, pode ser assustador.

Estamos cada vez mais atordoados, sempre a preencher o nosso tempo e temos dificuldade em lidar com o vazio de fazer. Há dias passeava ao pé de um rio e todas (TODAS!) as pessoas que estavam sentadas nos bancos desse caminho estavam a fazer algo com o telemóvel. Muitas delas estavam sentadas com amigos ao lado.

Este horror ao estar sem fazer nada é uma das maiores causas de stress e insatisfação nos dias de hoje. Não é à toa que a prática de meditação é usada hoje em dia como ferramenta para lidar com o stress, ansiedade, depressão. Não é à toa que scans cerebrais mostram maiores níveis de felicidade daqueles que meditam.

Aprender a desacelerar e não termos medo de estarmos connosco próprios é essencial para aqueles que querem promover a sua saúde mental e bem-estar.

Mito 4: Preciso de me sentar de uma maneira estranha e fazer coisas com as mãos

A imagem que nos vem à cabeça quando pensamos em meditar é a imagem de pessoas sentadas no chão, com as pernas cruzadas e com as mãos certas posições.

Essas posições têm uma razão de ser mas não é preciso fazê-lo. Se não se sente à vontade ou não tem estrutura física para se sentar assim, pode fazê-lo sentado numa cadeira.

Alguns exercícios de meditação até são feitos deitados, a andar ou em pé.

Fiquei curioso: como praticar meditação?

Nalguns cursos trago este tipo de prática já que quando falamos de alterar comportamentos o primeiro passo é termos consciência do que estamos a fazer e a pensar. E é um privilégio ver o rosto e as reações de quem experimenta este tipo de prática pela primeira vez.

Se ficou curioso por experimentar ou reforçar a sua prática, como pode fazer?

Há várias aplicações que pode instalar no seu telemóvel.

Pode também procurar um grupo onde possa praticar com outras pessoas e ter um maior acompanhamento. Em Lisboa aconselho o Centro Upaya onde aconselho fazer um curso de iniciação e participar nas práticas semanais às terças às 19:30. Se me vir lá, conte-me que leu este artigo! 🙂

Também se pode inscrever no curso online Treino da Mente para Gente Ocupada onde lhe proponho várias práticas de 5 minutos para explorar o treino da mente e de algo mais…

 

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AO COMANDO DA OBJETIVO LUA

Ana Relvas, Ph.D & Consultora de Desempenho

Ana Relvas é a propulsora da Objetivo Lua, projeto que cresceu da sua vontade em ajudar outros a concretizarem o seu potencial e foi construído sobre uma carreira de mais de 10 anos como Gestora e Engenheira Aeroespacial.

É esta experiência que, aliada à formação como Coach e Master Practitioner em Programação Neurolinguística, permite entender os desafios profissionais atuais e desenhar programa para cada pessoa, equipa ou empresa.

 

 

 

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