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Se achas que a tua meditação está a correr mal… talvez esteja exatamente a fazer o que precisa.
Muitas vezes, o desconforto não é um sinal de falha. É um convite de exploração. Hoje partilho 7 dificuldades comuns que revelam padrões subtis da mente e que te ajudam a perceber como funcionas, para começares a desprogramar o piloto automático.
1️⃣ A resistência de “mais uma coisa para fazer”
👉 A prática passa a parecer uma tarefa na lista.
💡 Repara se estás a praticar com a mesma atitude de produtividade que queres abrandar.
Reconhece a dança entre o bem-estar de simplesmente parar e o desconforto que pode surgir. Celebra o facto de te dares esse momento, mesmo que sejam só uns minutos. Quando escolhes não reagir ao desconforto, estás a treinar o teu sistema a perceber que há valor em parar. Quando não páras, reforças esse programa.
2️⃣ A aversão às condições imperfeitas
👉 “Há barulho, não estou inspirado, estou com sono, doem-me as costas…”
💡 É natural a mente querer controlar o cenário.
Lembra-te de que a prática é estar interessado pelo que aí estiver, com descontração.
Interesse e Des-Contração.
A aversão e a irritação são objetos tão válidos como a respiração. Aproveita para observar como esses estados são sentidos no corpo.
3️⃣ O tédio: “é sempre a mesma coisa”
👉 Quando a novidade e o entusiasmo inicial passam, surge o tédio, e com ele o convite a ver o que há por baixo da busca constante de estímulo.
💡 O desinteresse não vem do que está a acontecer, mas do estado da mente.
Pergunta: Como posso despertar a qualidade de interesse neste momento?
4️⃣ A busca por estados “bons”
👉 Esperar sempre paz, clareza, estar “zen”.
💡 O treino é estar presente também no confuso, no disperso, no banal.
É precisamente aqui que a prática se torna mais rica e com maior impacto nas respostas do quotidiano. Larga a expetativa por um estado “bom”, pois essa expetativa é um obstáculo.
5️⃣ A comparação silenciosa
👉 “Os outros parecem mais tranquilos”, “aquela pessoa pratica há menos tempo e já…”
💡 A comparação é apenas mais um pensamento, e talvez um padrão que também aparece na vida fora da prática.
Um corpo tranquilo não significa uma mente tranquila. Experimenta transformar a comparação em alegria sincera pelo bem-estar aparente que vês no outro.
6️⃣ A voz do “devia”
👉 “Devia praticar mais, devia estar mais concentrado.”
💡 Repara como os “devias” ocupam o espaço que podia ser habitado por gentileza e tranquilidade.
Quando escolhes alimentá-los, fortaleces a mente crítica. Quando os reconheces e deixas ir, abres espaço para uma vida mais descontraída.
7️⃣ O desapontamento silencioso
👉 “Já pratico há tanto tempo, e ainda me irrito…”
💡 A prática não apaga padrões. Cria espaço para reconhecer o que os estimula e, com o tempo, espaço para responder em vez de reagir.
Lembra-te de que passaste uma vida inteira a praticar a irritação, a pressa, defesa, stress, etc. É natural que demore a desaprender. Confia no processo: cada vez que reconheces, já estás a enfraquecer esses estados.
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Ana Relvas, Ph.D & Consultora de Desempenho
Ana Relvas é a propulsora da Objetivo Lua, projeto que cresceu da sua vontade em ajudar outros a concretizarem o seu potencial e foi construído sobre uma carreira de mais de 10 anos como Gestora e Engenheira Aeroespacial.
É esta experiência que, aliada à formação como Coach e Master Practitioner em Programação Neurolinguística, permite entender os desafios profissionais atuais e desenhar programa para cada pessoa, equipa ou empresa.







